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Deputado do PR vai presidir comissão que vai investigar governador de MS

Deputado do PR vai presidir comissão que vai investigar governador de MS 31 Maio 2017 por:
Equipe Horizonte MS
Foto: Reprodução 
 
 
 
 
 
 
 
 
Comissão Especial da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul que vai investigar o governador Reinaldo Azambuja (PSDB) por crime de responsabilidade definiu presidência e relatoria no fim da tarde desta terça-feira (30). O deputado Paulo Corrêa (PR) foi escolhido como presidente e Flavio Kayatt (PSDB) será o relator.
 
Os outros membros são: Eduardo Rocha e Marcio Fernandes, ambos do PMDB, e Pedro Kemp (PT). As reuniões da comissão serão realizadas todas as quartas-feiras, a partir das 15h30 (de MS).
 
Reinaldo Azambuja aparece na delação dos donos da JBS, que afirmam ter pago propina em troca de incentivos fiscais no estado. Além do pedido feito pelo PT, existem outros quatro requerimentos na Casa de Leis pedindo a mesma apuração.
 
A comissão mal foi criada e já apareceram novas demandas para serem apuradas. Donos de um frigorífico e de um curtume disseram ao Fantástico que precisaram pagar propina para que pudessem manter as indústrias no estado. O governo anunciou uma série de medidas após as denúncias.
 
A oposição defende que as denúncias de pagamentos de propina e extorsão envolvendo agentes públicos estaduais e empresários façam parte das investigações.
 
“A Comissão Especial formada na Assembleia só vai ampliar as investigações, uma vez que as novas denúncias são na mesma natureza daquelas apresentadas na delação da JBS”, afirmou Kemp.
 
Por outro lado, os aliados não veem sentido em ampliar as investigações e tentam barrar. “São fatos distintos que nós não elegeremos o segundo. Nós vamos pegar todas as denúncias e vamos ter mais oportunidade de ir mais profundamente”, defendeu Kayatt.
 
Delação
Wesley Batista disse ainda que os pagamentos continuaram no atual governo. O Grupo JBS recebia descontos nos impostos estaduais em troca do pagamento de propina.
 
Em outro momento, o empresário garantiu que outras empresas também adotaram a prática de pagar propina em troca da redução de impostos.
 
"No Mato Grosso do Sul, só para falar mais um pouquinho, nós temos informações que é um negócio generalizado no nosso setor de frigorífico essa modalidade. Não era só nós que tínhamos (...) para reduzir ICMS. Do frigorífico pequeno ao grande nós temos informação de que é uma prática recorrente", afirmou Wesley.
 
O delator falou ainda que na campanha para governo, em 2014, em que disputavam Delcídio do Amaral (sem partido) e Reinaldo Azambuja, foram pagos R$ 12 milhões ao ex-senador.
 
Azambuja afirmou que a relação dele com o grupo JBS é institucional e disse acreditar que a citação feita na delação do empresário é uma retaliação à mudança na política de incentivos fiscais.
 
 
 
 
 
Fonte: Do G1 MS/TV Morena 
 

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